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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Dia Nacional da Matemática

A Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM) elegeu no dia 6 de maio o "DIA NACIONAL DA MATEMÁTICA", em memória do professor e escritor Julio César de Melo e Souza, conhecido como Malba Tahan. Neste dia, fica a sugestão de promover, em todos os estados brasileiros a realização de eventos comemorativos, com o objetivo de difundir a Matemática como área do conhecimento, sua História, possíveis relações com as demais áreas; e de colocar em discussão algumas crenças sobre o ensino atual de Matemática. Há um projeto de lei na Câmara Federal de autoria da Deputada Raquel Teixeira (por sugestão da SBEM) que institui no calendário oficial o dia 6 de maio como o "DIA NACIONAL DA MATEMÁTICA", é a PL 3482/2004.

Mas quem foi o professor Júlio César de Melo e Souza?
Nascido em 6 de maio de 1895 na cidade do Rio de Janeiro e falecido em 18 de junho de 1974, ao 79 anos de idade, em Recife, Formou-se Engenheiro (apesar do desejo do pai de que fosse militar) chegando ao Magistério Superior, tendo sido Professor Catedrático e Emérito. Publicou 120 livros, dos quais 51 eram referentes a matemática, entre eles, o livro mais conhecido, O homem que Calculava, em 1932, traduzido para o espanhol, inglês, alemão, italiano e esloveno. (Há uma versão online deste livro, clique aqui para baixar)
O mais curioso foi o motivo dele ter assumido o pseudônimo Malba Tahan!
No início do século XX, os jornaleiros dificilmente publicavam alguma coisa de autores nacionais, pois os livreiros e jornaleiros tiham medo ficar no prejuízo. Assim, Júlio César de Melo e Souza, resolveu criar uma figura exótica e estrangeira, Malba Tahan. Assim, ele passou a publicar seu livros sobre figuras árabes. Seus livros são bem ricos em informações da cultura árabe e o mais curioso foi que o máximo que ele chegou foi na Argentina. Depois de seus livros ficarem famosos e de revelar que quem escreveu foi um brasileiro e não um árabe, o então presidente, Getúlio Vargas, autorizou o professor a assinar na identidade o seu pseudônimo.
Uma dos mais famosos problemas do livro O homem que calculava é o Problema dos Camelos.

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